Venho com uma nova ideia a ser abordada, ou talvez não. Até agora os posts foram relacionados ao amor, porém naum especificamente a um amor sobre algo, o do mito de Psiqué ainda se relacionou a beleza e a inveja, mas ainda assim me deixou com um sentimento de vazio, de falta de um foco mais energico, e como talvez ja tenham reparado em minhas respostas nos posts passados, eu gosto de uma boa briga e um puxãozinho de orelha em assuntos do genero. Então tenho uma nova proposta para esse post. Vamos escrachar mesmo, vamos focalizar o Amor Filial, ou como os gregos antigos chamava: Amor de Ághape, um amor que ja existe antes mesmo do nascimento e persiste mesmo no depois da vida.
Questionemos: O Amor de nossos pais, e a reciprocidade que deveria existir desse. Até que ponto isso é uma enganação? Até que ponto isso se afigura como uma obrigação que abraçamos e não queremos mais largar?
Não quero entrar em nenhuma teoria freudiana da relação pai X filho e do rivalismo existente na infancia... Mas quero resaltar que a força de que necessitamos para seguir nossos proprios caminhos requer o desvencilhamento dessa concepção de amor filial. É quebrar sim com os paradigmas de familia, de visão de que o filho e o pai devam para sempre serem presos um ao outro.
Mas a um ponto deveras perigoso em toda essa situação... a escolha do proprio caminho.
Todo filho sonha em sair das "asas" do Pai (figura paterna, não necessariamente o pai...) e todo pai quer manter esse filho onde está, independente deste estar demonstrando isso ou não.
Está um pouco confuso? acho q sim, então vamos retomar um foco:
Filho, quanto você deixaria de lado de sua propria vida para estar ao lado de seus pais? O quanto você crê que seus pais lhe intendem?
Vou deixar em aberto esse post para que ideias diversas a respeito disso sejam colocadas, mas a pergunta que fica é: Você realmente sabe onde em você termina seu pai e definitivamente começa você?
Continuando o costume de Brick, termino não com um poema meu mas com um escrito que eu gsotaria que eu tivesse feito:
"Tudo começou quando o filho morria de vergonha porque o pai era o palhaço de um circo sem futuro.E ele cresceu sem dizer onde é que o pai trabalhava para os amigos. Sempre muito envergonhado, cresceu com a vida muito amargurada. Se formou em outra coisa.Um certo dia recebe a noticia que o pai está no leito de morte. Ele corre lá, entra no quarto, tira a gravata, tira o paletó, se ajoelha e diz: 'Pai, me ensina a ser palhaço...Pai, me ensina a ser palhaço...Pai, me ensina a ser palhaço...'
"ISSO NÃO SE ENSINA, SEU BOSTA!"
Cordel do Fogo Encantado - O Palhaço do Circo sem Futuro