terça-feira, 22 de maio de 2007

Mudando o foco?

Olá minha boa gente que vêm a esse blog comentar e dar suas opniões, aqui agora não é o Brick que está falando e sim o outro doido que escreve neste Blog, Samuel.
Venho com uma nova ideia a ser abordada, ou talvez não. Até agora os posts foram relacionados ao amor, porém naum especificamente a um amor sobre algo, o do mito de Psiqué ainda se relacionou a beleza e a inveja, mas ainda assim me deixou com um sentimento de vazio, de falta de um foco mais energico, e como talvez ja tenham reparado em minhas respostas nos posts passados, eu gosto de uma boa briga e um puxãozinho de orelha em assuntos do genero. Então tenho uma nova proposta para esse post. Vamos escrachar mesmo, vamos focalizar o Amor Filial, ou como os gregos antigos chamava: Amor de Ághape, um amor que ja existe antes mesmo do nascimento e persiste mesmo no depois da vida.
Questionemos: O Amor de nossos pais, e a reciprocidade que deveria existir desse. Até que ponto isso é uma enganação? Até que ponto isso se afigura como uma obrigação que abraçamos e não queremos mais largar?
Não quero entrar em nenhuma teoria freudiana da relação pai X filho e do rivalismo existente na infancia... Mas quero resaltar que a força de que necessitamos para seguir nossos proprios caminhos requer o desvencilhamento dessa concepção de amor filial. É quebrar sim com os paradigmas de familia, de visão de que o filho e o pai devam para sempre serem presos um ao outro.
Mas a um ponto deveras perigoso em toda essa situação... a escolha do proprio caminho.
Todo filho sonha em sair das "asas" do Pai (figura paterna, não necessariamente o pai...) e todo pai quer manter esse filho onde está, independente deste estar demonstrando isso ou não.
Está um pouco confuso? acho q sim, então vamos retomar um foco:
Filho, quanto você deixaria de lado de sua propria vida para estar ao lado de seus pais? O quanto você crê que seus pais lhe intendem?
Vou deixar em aberto esse post para que ideias diversas a respeito disso sejam colocadas, mas a pergunta que fica é: Você realmente sabe onde em você termina seu pai e definitivamente começa você?

Continuando o costume de Brick, termino não com um poema meu mas com um escrito que eu gsotaria que eu tivesse feito:

"Tudo começou quando o filho morria de vergonha porque o pai era o palhaço de um circo sem futuro.E ele cresceu sem dizer onde é que o pai trabalhava para os amigos. Sempre muito envergonhado, cresceu com a vida muito amargurada. Se formou em outra coisa.Um certo dia recebe a noticia que o pai está no leito de morte. Ele corre lá, entra no quarto, tira a gravata, tira o paletó, se ajoelha e diz: 'Pai, me ensina a ser palhaço...Pai, me ensina a ser palhaço...Pai, me ensina a ser palhaço...'

"ISSO NÃO SE ENSINA, SEU BOSTA!"

Cordel do Fogo Encantado - O Palhaço do Circo sem Futuro

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Ainda sobre amor...


Um pouco de mitologia.



Mito de Eros e Psiqué


Numa certa civilização havia um rei e uma rainha que tinham três filhas lindíssimas. As duas mais velhas, ainda que fossem também muito belas, podiam perfeitamente ser celebradas por louvores dos homens, mas não havia linguagem humana capaz de descrever ou pintar a formosura extraordinária da mais moça. Muitos a proclamam como a nova deusa do amor, ameaçando assim o trono da soberana Afrodite, mãe de Eros. Preterida e abandonada a deusa planeja e prepara a vingança contra a jovem Psiqué, formosa, bela e sedutora da alma e da inteligência humana. “Uma beleza metafísica”, assim é Psiqué.

Ao par do perigo que a cerca, a Grande Mãe, impulso físico do mundo, Afrodite, querendo evitar o confronto de beleza, a deusa chamou seu filho Eros, menino alado e de maus costumes, corruptor da moral pública e provocador de escândalos, o desejo dos sentidos, e deu-lhe uma incumbência urgente. Levou-o à região onde vivia a linda Psiqué, e pediu-lhe que a fizesse apaixonar-se pelo mais horrendo dos homens.

Sim, porque Eros simboliza o Cupido, Sagitário, o arqueiro do amor, que com suas flechas “envenenadas” espalha o amor em todos quantos consegue atingir, sem distinção, fazendo juntar e separar casais e “si mesmos”, que se gosta e desgosta de acordo com as correntezas ou marezias do amor e a necessidade constante de fugir ao ódio ou a morte de si. Beijou-o, muitas vezes, com os lábios entreabertos e retornou a seu habitat preferido, o bojo macio do mar.

O rei, casadas as duas filhas mais velhas e temendo, como Liríope, a cólera dos deuses por causa da beleza da mais jovem, mandou consultar o Oráculo de Apolo em Mileto. A resposta do deus foi direta e aterradora: Psiqué, coberta com uma indumentária fúnebre, deveria ser conduzida ao alto de um rochedo, onde um monstro asqueroso com ela se uniria. Eros, entretanto, que em lugar de ferir com suas flechas a jovem donzela, havia sido ferido por ela, ordenou ao vento Zéfiro que a transportasse para um vale macio e florido, que se estendia na orla da montanha. Após descansar de tantas emoções e restaurada faltando um sonho vivificador, a jovem princesa se ergueu e viu logo, cercado porum bosque, à beira de uma fonte, um palácio de sonhos: as paredes eram recamadas de baixos-relevos de prata; o pavimento, confeccionado de mosaicos de pedras preciosas; os imensos salões tinham paredes de ouro maciço. Naquela mesma noite da chegada da princesa ao vale dos encantos, Eros, sem se deixar ver, fez de Psiqué sua mulher, mas, antes do nascer do sol, desapareceu rápida e misteriosamente.

Toda noite Eros voltava ao vale e desposava a princesa e partia incógnito e a jovem acabou por acostumar-se à sua nova existência: as Vozes, atentas e solícitas, apaziguavam-na da solidão.

A Fama , uma divindade que simboliza “a voz pública”, fofoqueira, porém, denunciou a aventura de Psiqué e as irmãs casadas, tristes e cobertas de luto, deixando seus lares, apresentaram-se em visitar e confortar os pais.

Eros pressentiu a ameaça que pesava sobre a felicidade do casal e avisou a esposa do perigo iminente: as irmãs, dentro em pouco, viriam até o rochedo para chorá-la. Psiqué deveria fazer ouvidos moucos ás suas lamentações e nem sequer “olhar para ela”, para não incidir no mesmo erro de Orfeu... A jovem esposa tudo prometeu, mas tão logo o amante se retirou, incógnito com sempre, Psiqué se viu mais que nunca prisioneira da própria felicidade, impedida de consolar e até mesmo de ver suas irmãs (fofoca).

Usando de persuasão e muita astúcia e sedução, Psiqué consegui arrancar do esposo permissão não apenas para vê-las, mas ainda o consentimento para que Zéfiro as transportasse até seu palácio paradisíaco. Entorpecido, Eros concordou com tudo, mas recomendou-lhe e implorou que jamais tentasse ver-lhe o rosto, pormais que as irmãs insistissem nesse ponto.

O encontro, a princípio, foi uma festa, um êxtase. às Lágrimas de dor sucederam as manifestações de alegria e regozijo. Persuadida pelo o ambiente do encontro, a ingênua Psiqué ia-lhes abrindo os segredos de sua doce ventura, a abundância de suas riquezas, as sementes da inveja começaram a germinar-lhes no coração. Embaraçando-se cada vez mais com as perguntas de uma das irmãs, Psiqué tratou-se de inventar respostas e, cumuladas as irmãs de ouro e jóias, fez que Zéfiro as levasse de volta ao rochedo. Mas agora envenenadas pelo fel da inveja, começaram a questionar e confrontar a vida delas com o destino luminoso da irmã mais jovem.

Eros, naquela mesma noite, voltou a advertir a esposa: Não vês o perigo que de longe te ameaça? Se não procederes com a máxima cautela, o destino se abaterá sobre ti. As bruxas traiçoeiras esforçam-se porte armar uma cilada e a pior armadilha é persuadir-te a contemplar meu rosto. Já te adverti muitas vezes de que nunca mais o verás, se o contemplares uma única vez (...) Dentro em breve teremos um filho . Ainda uma menina, darás à luz uma criança. Se guardares nosso segredo, ela será um deus; se o propalares, será tão-somente um ser mortal.

Os dias se passaram rápidos e o esposo noturno voltou, desta feita, mais incisivo em admoestá-la de que chegara o momento decisivo: as bruxas já se aproximavam, prontas para destruir-lhe a paz e a felicidade. “Deixa-as uivar do cume do rochedo, como as Sereias, com sua voz fúnebre”.

Novas lágrimas de Psiqué, novas promessas, novas juras de amor e o deus apaixonado novamente se curvou aos caprichos da esposa. As conspiradoras, entretanto, tal era a presa em executar seu plano sórdido, tão logo chegaram ao alto do rochedo , nem mesmo esperaram faltando Zéfiro, lançando-se temerariamente no abismo.

A contragosto, o Vento as acolheu e depositou no solo. Com fingida alegria congratularam-se com a irmã pela gravidez, conseguindo, desse modo, desfazer qualquer suspeita. Em seguida, vieram as perguntas, sempre as mesmas: queriam saber quem era o marido de Psiqué. Esta, em sua ingenuidade, se contradisse: na primeira visita dissera-lhes que o esposo era um jovem lindíssimo e agora o descreveu como um homem de meia-idade, um riquíssimo comerciante. Era o que lhes bastava: ou a irmã estava mentindo, e o marido era um deus, ou ela simplesmente ignorava seu aspecto.
De qualquer forma, era preciso destruir a prosperidade de Psiqué. Passaram uma noite em claro em casa dos pais, matraqueando o plano que deveria ser colocado em prática, já pela manhã, estavam novamente no palácio de Eros. Com fingida e cínica preocupação, mostraram à irmã o perigo que a ameaçava. Quem à noite se deitava a seu lado não era um homem, mas uma serpente enroscada em mil anéis, com as faces túrgidas de peçonha, a boca larga como um abismo.

Lembraram-lhe o Oráculo de Apolo que a predestinava a unir-se a um mostro, reforçando seu intento diabólico com a mentira: a medonha serpente, segundo camponeses e caçadores da região, tem sido vista à noitinha, atravessando o rio vizinho em direção ao palácio.

O mostro aguardava apenas o momento oportuno para devorá-la, bem como à criança que ela trazia no ventre. Elas, porém, as irmãs, ali estavam prontas para ajudá-la! Transtornada, Psiqué confessou-lhes a verdade: jamais contemplara o rosto do marido e pediu-lhes súplice que a protegessem e assistissem. Vendo que tudo estava aparelhado para o plano sinistro, há muito arquitetado, uma das bruxas o transmitiu à insegura e desditosa esposa de Eros: deveria ela preparar um punhal bem afiado e um candeeiro de luz bem forte.

Quando a “serpente imunda” mergulhasse em sono profundo, seria o instante propício: iluminar-lhe cuidadosamente o rosto e de um só golpe cortar-lhe a cabeça. Embora tivessem prometido que permaneceriam a seu lado, até a “execução do mostro”, tão logo perceberam que o veneno fizera seu efeito, apressaram-se em deixá-la. Sozinha, com o espírito transtornado, Psiqué se agita e parece decidida a perpetrar o crime, mas eis que subitamente hesita, depois resolve; vacila outra vez, desconfia das irmãs, se enfurece, lembra-se dos ternos abraços do esposo... Seria ele, realmente, uma serpente imunda? Psiqué num mesmo corpo odeia o monstro e ama o marido. Eis a ambigüidade do amor monstro ou fada, medo e curiosidade.

Eros a seu lado dormia tranqüilamente. Como fora de si, a jovem esposa reuniu todas as suas forças: numa das mãos o candeeiro, na outra o punhal. Muito de leve aproximou a luz do rosto do marido. Estava revelado o grande segredo: viu a mais delicada, a mais bela de todas as feras. Eros, o deus do amor, ali estava diante de seus olhos. Tomada de pânico, a jovem quis matar-se, mas o punhal se lhe escorregou da mão. Percebendo ao lado do leito a aljava e as flechas do deus, ao tocá-las, acabou ainda por ferir-se com uma delas. Agora, mais do que nunca, sua paixão seria eterna. Inflamada de amor, inclina-se sobre ele e começa a beijá-lo como louca. Esquecida do candeeiro, deixa-o curvar-se em demasia e uma gota de azeite fervente cai no ombro do deus adormecido. Eros desperta num sobressalto e, ao ver desvendado seu segredo, levantou vôo no mesmo instante; sem dizer uma só palavra, afastou -se rapidamente da esposa. Esta ainda tentou segui-lo através das nuvens, segurando-lhe a perna direita, mas, exausta, caiu ao solo.

Foi então que, descendo das alturas celestiais e pousando num “cipreste”, Eros falou à sua amada: Quantas vezes não te admoestei acerca do perigo iminente, quantas vezes não te repreendi delicadamente. Tuas ilustres conselheiras serão castigadas em breve, faltando suas pérfidas lições; quanto a ti, teu castigo será minha ausência.

Estava decretado o início do itinerário doloroso de outra Psiqué.

Fora de si, a princesa, desejando morrer, lançou-se às correntezas de um rio próximo, mas as próprias águas, numa corcova, repuseram-na em terra.




Existem inúmeras versões para este mesmo mito trágico, porém me atenho a este, que de certa forma traz seus símbolos e complexidades, explicando que amor é tão complexo e louco históricamente, desde os primórdios do saber humano, como o próprio amor.

O amor é uma inconstancia capaz de nos fazer bem ou mal, certo ou errado, nos deixa cego para algumas coisas e abre novos horizontes para outras...

Assim é o amor uma faca de dois gumes que nos faz viver novos momentos e sentimentos puros ou ilusórios. Amor é e sempre será amor.



Como surge o amor- outra perspectiva?!


Na época da Europa Medieval havia muitas guerras,o que precedia muitas mortes. As mulheres eram mal tratadas e observadas apenas como alvo de desejos. Quando chega o ano 1000 muitos tremores de terra ocorrem, os invernos ficam mais rigorosos, surge a peste etc.

Com isso a Igreja começa um discurso dizendo que Deus está castigando o mundo por causa do volume de guerras. A partir daí as pessoas se voltam mais para a Igreja e com isso esta começa a desenvolver um papel muito importante na vida cotidiana das pessoas.

Quando o papel da Igreja como reguladora da sociedade fica bem definido (utilizando o argumento de que o mundo não acabara porque Deus estava dando uma segunda chance aos homens) ela começa a estabelecer novas 'regras' a serem seguidas por toda a sociedade.

Surge o culto mariano (que é basicamente a sacralização da mãe de Jesus) onde as mulheres começam a ser valorizadas. Então surge aquele amor cavalheiresco que lemos em livros e com ele as interpretações e atitudes que constituem o que chamamos de amor atualmente.


Concluo poemafrasiando:

"Nunca vou envelhecer

Enquanto um amor eu viver

Serei sempre insano

E insconsciente dos meus desejos"

(Brick)






domingo, 13 de maio de 2007

Amor

Começaremos pelo tema que talvez seja o mais complexo entretanto o mais cabivél e conhecido de todos [Amor]

Quem já amou alguma vez na vida?? Quem já fez loucuras por amor?? Quem não gosta de ser amado às vezes??

Perguntas que talvez não tenham respostas por isso as deixo para que cada um que entrar neste blog reflita um pouco debruçando-se sobre elas...

Continuando...
Gostaria de entender um pouco o que cada um pensa a respeito do tema para tal convite deixo um pouco do que eu sei a respeito do mesmo.. Vamos lá!!

Amar é como escrever poemas, é inventar coisas, palavras, viver pensando é amar sem medida... Todos os poetas, escritores, teoricos, sociologos e demais produtores de saberes já escreveram algo sobre o amor alguma vez ou pelo menos tentaram. Este momento então se faz único pois nós agora simples bloggueiros ou não dissertaremos a este respeito.

Quero terminar o ínicio da minha discussão com um poema próprio:


POEMA de um Amor OCULTO


Pergunto-me até quando posso amar

Até onde posso te amar

E por quanto tempo?


Respostas sem perguntas

Choros sem lágrimas

Sorrisos são inesquecíveis.


Assim é o amor que eu jamais terei algum dia de ti.

Um amor desejado e amado

Amando quis algum dia ser amado

Desejando fui desejado

Pena não ter lhe conquistado.


Amei-te uma última vez

Como se não fosse amar-te mais...


Amar-te-ei além de mim mesmo

Então nas profundezas do oceano vou me afogar

Na escuridão permanecerei

E no amor morrei como sempre.


Porque amar-te?

Como apaixonei-me outra vez?

Para tais perguntas só tenho uma resposta:


A vida é feita de amores ocultos


Um amor Oculto é eterno

E sincero

É belo e às vezes impossível.


Será que estou enlouquecendo?


É loucura amar sem saber se é amado
Loucura é amar e não poder amar a quem se ama

Loucura também é amar um amor oculto.

[amar sem poder ter quem ama...

Coisas do amor...]



Amor doce que me faz pensar:


Nos lábios que eu nunca beijei

Nos braços que eu nunca abracei

No corpo que eu nunca toquei.


Ah e os olhos que eu sempre vi brilhar

Os ouvidos que nunca quiseram deixar de escutar-me

As palavras que propagou e que eu nunca cansei de ouvir

E como pude esquecer-me do teu sorriso

Este eu levarei para a minha vida...


Assim é o amor que eu tenho por ti

E que jamais terei algum outro dia

Um Amor OCULTO... (em lágrimas)

(Brick – 03/05/2007)